terça-feira, 19 de abril de 2011

terça-feira, 27 de julho de 2010

" é quando de um pássaro, suas raízes no ar."

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Forte Apache

Deitei no banco de madeira próximo ao chão e a meia-distância das vozes só para me acomodar naquela praça que era mais minha que as outras , ali onde o cerrado assaz me habitava quando os dias se iam secos, que assim como aquelas árvores que se alongavam para os subterrâneos, eu também me enfiava para dentro da terra, desenvolvendo meu ser ate encostar com a ponta do dedo no lençol profundo e beber muita água.
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Quando as nuvens protegiam o olho um vento quente passava entre as copas, coisa que entendiam os braços, quase pausados, sustentando-se cheios de substância viva.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

estudo sobre os andarilhos falado em manuelez

Quanto tempo o andarilho pode permanecer em suas condições humanas, antes de se adquirir do chão a modo de um sapo?
Antes mesmo de ser apropriado por relentos como os lagartos.
Ate onde o isolamento transforma a relação desse homem com suas chuvas?
Qual será o momento em que esse homem começa a adivinhar?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Jardins florescem debaixo das águas do mar

quinta-feira, 18 de junho de 2009

mimesis

Quando ela foi ao Haiti tingiu o cabelo e fez permanente
Sua tranquilidade sorriu
Enfiou as mãos no interior de qualquer coisa de forte
Nunca mais tirou

quarta-feira, 10 de junho de 2009

a gente não vê quando vira urubu ou Zapata's Boots


queria colocar só assim: uma música do tommy guerrero.
Ventos e maçãs do rosto.
Que pra chegar a ponte inacabada e se beirar la em cima antes foi preciso um verão amarrotado e alguém que habitasse as velocidades da bicicleta e ainda assim que a semana fosse apenas um dia...
e subidos ali, os braços em torno dos joelhos, o laço do tempo pegou-os pela nuca.
Tudo amoleceu e se tornou irremediavelmente fundido.
Quem desceu antes puxou um dos fios daquela costura invisível que se estendia entre eles e o mundo.
Entre ela e o ar.

Foi assim depois que me vi pela primeira vez dançando nas tuas pernas.

terça-feira, 2 de junho de 2009

o sentido de continuidade

Existe o espaço interno (orgânico) e o espaço externo e ainda muitos outros lugares intermediários

e gosto, porque no des-contínuo me dão os olhos amarelos de um felino

na eminência do salto;

pequenas porções de exterioridade que encaixo as tantas,

nos ombros.